Projeto Crescer inclui concessão de três ferrovias

Projeto Crescer inclui concessão de três ferrovias

O projeto de concessões e privatizações Crescer, do governo Michel Temer, foi enfim anunciado esta semana em Brasília. Serão 25 projetos que envolvem os setores de transportes, energia e saneamento. Os projetos são a primeira leva do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI).

Dentro do pacote, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil tem 11 empreendimentos, sendo quatro aeroportos, dois terminais portuários, duas rodovias e três ferrovias, totalizando R$ 36,6 bilhões em investimentos.

Entraram no projeto a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), de Ilhéus a Caetité, na Bahia; a Ferrogrão, que realizará o percurso entre os estados do Mato Grosso e Pará; e, por fim, o trecho da Ferrovia Norte-Sul que compreende entre Porto Nacional (TO) a Estrela D’Oeste (SP).

O maior prazo de concessão é da Ferrogrão, com 65 anos. A linha, que fará o trajeto entre Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, a Itaituba, no Pará, terá 1142 km de extensão, com capacidade para transportar 13 milhões de toneladas até 2020 e 42 milhões de toneladas até 2050, num custo total de R$ 12,6 bilhões.

No caso da ferrovia Norte-Sul, sob concessão da mineradora Vale, serão 1537 km de extensão, que ligará a malha central do Brasil ao porto de Santos, em São Paulo, e aos portos de Itaqui e o futuro Vila do Conde, no Nordeste. O governo federal afirmou que o trecho entre Porto Nacional (TO) e Anápolis (GO), com 855 km, já foi concluído, e está 90% concluído o trecho entre Estrela D’Oeste (SP) e Ouro Verde (GO), com 682 km de extensão.

O investimento previsto para estes trechos da Norte-Sul é de R$ 727 milhões, excluindo a compra de material rodante. A carga prevista para 2051 é de 68,4 milhões de toneladas. O prazo de concessão será de 35 anos.

A Ferrovia de Integração Oeste-Leste, atualmente paralisada, está sob responsabilidade da VALEC e tem avanço físico de 70,3%, recebendo R$ 1,8 bilhão em investimentos. O trecho necessita de mais R$ 1 bilhão para a sua conclusão.

Apesar de serem projetos para a iniciativa privada, o governo de Michel Temer já informou que estarão disponíveis R$ 30 bilhões em financiamento via BNDES e FI-FGTS.

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